SQUEL STEIN - CATARINENSE EM LONDRES

BMX, o lado mais radical das pedaladas na Olimpíada

Renato Rezende e Squel Stein estão otimistas e querem levar o País à medalha inédita na modalidade

O Estado de São Paulo em 23 de junho de 2012 | 7h 03

 
 
Paulo Favero - estadão.com.br

SÃO PAULO - A paixão pela bicicleta deu ao Brasil dois bons atletas, que representarão o País no BMX dos Jogos Olímpicos de Londres. Apesar de jovens, o carioca Renato Rezende e a catarinense Squel Stein vêm conquistando ótimos resultados internacionais e sonham com uma presença na final da modalidade. Os dois estão sendo preparados para os Jogos do Rio de Janeiro, em 2016, mas o talento de ambos acabou antecipando o projeto. "É um prazer estar indo, estou muito feliz de participar desta competição que é a mais importante de todas. Espero trazer um bom resultado. Minha meta é chegar à final, com os oito melhores, e na hora vamos ver se dá uma medalha", avisa Renato.

 

Ele se interessou pelo bicicross em Poços de Caldas, aos 7 anos de idade. Viu rapazes em uma pista da cidade e ficou encantado. Mas o pai não tinha o dinheiro para ele poder aprender com os professores locais, Elton Guigiarelli e Luciano Roque. Só que o esperto menino fez uma proposta que uniu o útil ao agradável: se os rapazes lhe ensinassem os segredos do BMX, seu pai, professor de jiu-jítsu, ministraria aulas gratuitas aos dois. A negociação deu certo.

Já Squel teve uma trajetória um pouco diferente. Começou na modalidade aos 11 anos e, após um trágico acidente com sua melhor amiga quatro anos depois, pensou em largar tudo. "Ela foi atropelada por um caminhão quando estava andando de bicicleta. Isso foi há seis anos, nove dias após o meu aniversário de 15 anos. Fiquei um ano indo em psicólogo porque não queria mais correr. Mas superei o episódio e procuro levar isso como algo bom", conta a menina, que tem a imagem da amiga Yohanna tatuada em seu ombro direito e será a primeira mulher do Brasil no BMX da Olimpíada.

Tanto Renato quanto Squel sabem que o imponderável pode fazer diferença nos Jogos de Londres. Como a corrida é muito rápida, com duração bem inferior a um minuto, uma queda pode ser fatal, como também pode ajudar. "Não é como na natação ou no atletismo, na hora tudo pode acontecer. Tem que andar no limite, mas com cuidado", explica Renato, que sentiu isso na pele ao cair nas quartas de final do Mundial. Já Squel foi beneficiada por erros de adversárias e conquistou o sexto lugar no Mundial, um feito para o país. "Foi tudo uma surpresa, nem eu esperava essa colocação. Fui passando as meninas e o bicicross é muito de sorte. Nem sempre a melhor ganha."

Aos 20 anos, Squel conta bastante com o apoio dos pais, que têm uma pequena empresa de lingerie. Como no Brasil não existe pista de Supercross, os dois atletas terão de se preparar em outro país, provavelmente a Argentina. E fazem desde já parte dos planos da Confederação Brasileira de Ciclismo, Ministério do Esporte e COB para os Jogos de 2016, no Rio.




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